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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Cientistas confirmam que Cometa ISON está morto, Será?

O que restou do “cometa do século” é apenas uma nuvem de detritos, mas sem núcleo
Ison: ele foi apelidado de "cometa do século" após previsões indicarem
que ele poderia aparecer tão grande e brilhante como a Lua Cheia quando visto da Terra
Cientistas da NASA, agência espacial americana, confirmaram na terça-feira (3) que o cometa Ison, de de 4,5 bilhões de anos, não sobreviveu à passagem pelo Sol. O que restou do “cometa do século” é apenas uma nuvem de detritos, mas sem núcleo.
A “morte” do cometa durante a passagem pelo Sol na quinta-feira (28) era esperada por vários especialistas. Mas um rastro visto logo em seguida, do outro lado da estrela, deixou muita gente empolgada com a suposta sobrevivência do Ison. Agora, C Alex Young, cientista da NASA, afirmou à AFP que não restam dúvidas de que o cometa está morto.

Karl Battams
Segundo o portal Phys, Karl Battams, cientista do Laboratório de Pesquisa Naval, escreveu um breve obituário para o cometa. "Ison viveu uma vida dinâmica e imprevisível alternando entre períodos de reflexão silenciosa e violenta explosão", disse. "Deixa para trás um legado sem precedentes para os astrônomos e a eterna gratidão de uma audiência global que ficou encantada".

Cometas são corpos rochosos de pó e gelo. Alguns deles, como Ison, surgem do exterior do Sistema Solar, a partir de uma zona chamada de Neve de Oort. Ison tinha um diâmetro de cinco quilômetros, sendo composto principalmente de gelo, gases congelados e poeira.

Antes de chegar perto da nossa estrela, o objeto celeste passou muito perto da Terra. Na quinta-feira, o cometa atingiu o periélio, o ponto de sua trajetória mais próximo do Sol. A distância foi de apenas 1,2 milhão de quilômetros e passou por uma temperatura de quase 3 mil graus centígrados.
Muitos cientistas consideraram que o comportamento do cometa seria imprevisível. Descoberto em setembro de 2012 por dois astrônomos russos, o Ison foi apelidado de "cometa do século" após previsões indicarem que ele poderia aparecer tão grande e brilhante como a Lua Cheia quando visto da Terra.

sábado, 30 de novembro de 2013

CANCELEM O FUNERAL - O COMETA ISON ESTÁ DE VOLTA DOS MORTOS

Cancelem o funeral pois o Cometa ISON está de volta dos mortos. Em 28 de novembro, o Cometa ISON voou através da atmosfera do sol e parecia se desintegrar diante das várias câmeras das naves espaciais da NASA e ESA. Isso levou a varios comunicados do falecimento do cometa. Horas depois, o cometa reviveu, brotaram duas caudas e rapidamente se iluminou. Ele agora está se afastando do sol com uma boa chance de se tornar um objeto visível no céu da manhã, já em 02 ou 03 de dezembro. Um novo filme de SOHO documenta o sobrevôo (atualizado 30 de novembro @ 00:09 UT):


Astrofotógrafo Babak Tafreshi editou um vídeo em HD que compara pontos de vista de ISON de ambos coronógrafos do SOHO. "Parece que o cometa pode se tornar um objeto visível a olho nu, com vários graus de cauda espalhadas por 02 ou 03 de dezembro, ele prevê. "Não é o cometa do século, com certeza, é mais fraco que o Sungrazer Lovejoy em dezembro de 2011, mas com certeza será uma imagem interessante daqui a algumas noites"

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

<< ISON UPDATE >> DECLARADO MORTO PELA NASA, ISON DÁ SINAIS QUE RESSUSCITOU DAS CINZAS

O cometa ISON está se mostrando tão misterioso na volta do Sol quanto na ida. Depois de declará-lo morto, os cientistas voltaram atrás e agora dizem que pelo menos um pedaço dele sobreviveu.
Fotos do satélite Soho, da Nasa, mostra o cometa Ison após sua aproximação
máxima do Sol; parte do seu núcleo pode ter sobrevivido ao encontro solar
A essa altura, já se pode descartar que ele vá produzir um espetáculo visual incrível para os observadores da Terra, como se esperava --o Ison estava sendo chamado de "cometa do século". Mas só o fato de ele seguir existindo já intriga os cientistas.
Poucas horas antes de atingir o periélio (aproximação máxima do Sol), às 16h25 de anteontem, o cometa --objeto cujo núcleo é composto de gelo e pedra-- começou a perder brilho rapidamente.















Esse comportamento é consistente com a fragmentação do núcleo. Se estivesse em um pedaço só, seu brilho deveria ter aumentado. A tese foi reforçada quando o SDO (Solar Dynamics Observatory), satélite da Nasa, foi apontado para observar a passagem do Ison e não registrou nada pelo caminho. 
Então foi surpreendente quando imagens do Soho (outro satélite solar, mantido em parceria entre a ESA, agência espacial europeia, e a Nasa) revelaram, na madrugada de ontem, que o Ison teria reemergido do outro lado do Sol. De início, os cientistas interpretaram a imagem como uma trilha de poeira e gás deixada pelos restos do cometa, mas, quando o objeto foi aumentando de brilho, eles tiveram de ceder. À 0h49 de ontem, Karl Battams, coordenador da campanha de observação da Nasa, afirmou: "Acreditamos que parte do núcleo do Ison tenha sobrevivido ao periélio."

CONFUSÃO

Enquanto o ISON se prepara para sair do campo de visão do satélite Soho e se afastar do Sol, os cientistas terão tempo de analisar os dados e concluir o que houve.

Ignacio Ferrín
Segundo Ignacio Ferrín, especialista em cometas da Universidade de Antioquia, na Colômbia, o núcleo do Ison teria de fato se desintegrado, antes mesmo da aproximação máxima do Sol.

Usando imagens de um dos satélites Stereo, que monitoram o Sol, ele calculou o período de rotação do cometa pouco antes de sua passagem a 1,2 milhão de km do Sol.

Ferrín concluiu que o cometa dava uma volta em torno de si mesmo a cada 2,38 horas. Segundo outros estudos, o limite de estabilidade da rotação de um objeto desse tipo seria de, no mínimo, 3,3 horas. "Portanto, o cometa excedeu o limite de estabilidade rotacional, e a razão da fragmentação foi 'quebra rotacional'", diz Ferrín.

Contudo, caso essa conclusão se mostre equivocada, não será a primeira do cientista colombiano sobre o Ison. Ele também previu que o cometa iria "murchar" bem antes de atingir o periélio, o que não aconteceu.

Os cientistas da Nasa agora estão cautelosos. Não dizem nem se o que restou do Ison terá longevidade, nem se será visível da Terra.

Observações telescópicas a partir do solo devem ser possíveis lá para o dia 5 de dezembro. Pelo menos até então, teremos de aguardar o desfecho dessa eletrizante aventura científica.

<< ISON UPDATE >> NOVAS IMAGENS DE LASCO C3 MOSTRAM QUE O COMETA ISON PODE TER SOBREVIVIDO AO SOL

Desde ontem todos especulam e acompanham de perto tentando descobrir o que realmente aconteceu ao ISON ontem durante sua aproximação do sol. As primeiras noticias não foram assim tão animadoras, pois cisntistas da NASA afirmavam que o ISON havia se desintegrado e vaporizado, sendo assim o "O Cometa do Século", "Cometa do Natal" não faria mais sua esplendorosa aparição no mês de Dezembro.
Astrônomo amador alemão Waldemar Skorupa capturou esta foto
espetacular do Cometa ISON de Kahler Asten, na Alemanha, em 16 de novembro de 2013.

"Nós não vimos o Cometa ISON em SDO", disse Dean Pesnell, cientista do projeto para SDO. "Então nós achamos que ele deve ter quebrado e evaporado antes de atingir o periélio."

Mas na quinta-feira à noite, o UFOSFACTS assim como vários outros sites no platena que acompanhavam e ainda tinha esperança receberam as imagens de outra nave espacial de observação de sol, o Observatório Solar e Heliosférico (SOHO), gerido pela NASA e pela Agência Espacial Europeia, que pegou um blip de algo em órbita do sol em uma câmera chamada LASCO C3.
Esta imagem time-lapse mostra o Cometa ISON aproximando-se e afastando-se durante
o seu estilingue em torno do sol representado pelo círculo branco -  em 28 de novembro de 2013.
As imagens delineiam  claramente a curva do caminho órbita do cometa ISON.
As imagens foram capturadas por missão ESA/NASA's SOHO .

"Agora, com as últimas imagens LASCO C3, estamos vendo algo começando a clarear gradualmente de novo," afirma o expert em cometas Karl Battams, do Laboratório de Pesquisa da Marinha dos EUA, em Washington, DC.  "Penso que há um cometa nas imagens!"

O  ISON chegou a 684.000 milhas (1,1 milhão de quilômetros) da superfície do sol durante a sua passagem solar, no dia 28 de Novembro de 2013 e foi submetido a forças gravitacionais extremas e vento solar durante o encontro. A sobrevivência do cometa era sempre uma questão em aberto, uma vez que foi descoberto por astrônomos amadores russos Vitali Nevski e Artyom Novichonokin setembro de 2012.

Indo para o encontro solar, o cometa ISON era menos de uma milha de largura e composta de 2 bilhões de toneladas de gelo e poeira, disse que os cientistas da NASA. O que o cometa, ou fragmento de cometa é agora, no entanto continua a ser visto por cientistas que estão revendo as imagens dos observatórios solares SOHO e STEREO da NASA.

"Nós não temos nenhuma maneira de estimar o tamanho do núcleo pelas imagens do SOHO ou STEREO e é simplesmente muito cedo para especular sobre o futuro da ISON", disse Battams em um email. "É apenas uma questão de horas, se considerarmos a sua sobrevivência como um" renascimento ".

Este gráfico NASA mostra a possível localização do Cometa ISON
no céu da noite de dezembro, se o cometa sobreviveu seu encontro próximo
ao sol  e o suficiente para ser visível a olho nu.
Um cometa será visível mais uma vez?

Enquanto o Cometa ISON não iluminar os céus como os cientistas esperavam em seu caminho para o interior do sistema solar, que fez incendiar-se e tornar-se visível a olho nu, nas últimas semanas, ao se aproximar do sol. Se ele sobreviveu a viagem ao redor do sol, alguns cientistas estão esperançosos que o cometa iluminaria o suficiente para permanecer visível a olho nu.
"No decorrer de Dezembro, ele vai ficar mais distante do sol e vai ser assim até no céu da noite", o cientista da NASA Michelle Thaller do Goddard Space Flight Center, disse antes da passagem solar. "Em meados do final de Dezembro, se você olhar para cima sobre o Big Dipper, ele deve estar lá se ele sobreviveu ao sol."
Ao longo dos próximos dias, Battams e outros cientistas estará monitorando o remanescente Comet ISON para ver quanto do cometa, se houver, realmente sobreviveu, bem como o que isso pode significar para skywatchers na Terra.

"Acho que nos próximos dias vai ser interessante e espero que haverá tempo suficiente para descobrir o que realmente está acontecendo", disse o astrofísico solares C. Alex Young. "Em sua jornada aqui, o ISON tem sido um cometa estranho para muitos dos especialistas de cometas e continua a não decepcionar."

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

NOVAS IMAGENS DO LASCO C2 MOSTRAM FRAGMENTOS DO ISON

Imagens atualizadas do Telescópio LASCO C2 mostram os registros que podem ser dos Fragmentos do Cometa ISON que conforme informações iniciais da NASA, não resistiu a sua passagem pelo Sol no dia 28 de Nov de 2013. Momento este acompanhado pelo mundo inteiro.
Ainda aguardamos uma posição oficial da NASA sobre o ISON, o Cometa anunciado como o Cometa do Natal onde seria mais brilhante de todos os tempos.


Veja abaixo as imagens

Vamos seguir acompanhando, pois caso realmente fragmentos do ISON tenham resistido, aparecerão nas próximas imagens do SOHO.

<< ISON UPDATE>> Aparentemente o ISON renasceu das cinzas, não podemos ter certeza de 100%

Aparentemente # ISON renasceu das cinzas, não podemos ter certeza de 100%, mas há esperança

Seguiremos acompanhando

<< BREAKING NEWS >> NASA AFIRMA QUE COMETA ISON PODE TER SE DESINTEGRADO AO PASSAR PELO SOL


Segundo as ultimas informações, o cometa ISON provavelmente se desintegrou sob a alta temperatura e estresse gravitacional do Sol em 28 de novembro de 2013, pois ele não está mais visível nas ultimas filmagens do Solar Dynamics Observatory e os cientistas da NASA confirmaram que eles também não conseguem mais ver o cometa após sua passagem pelo sol.

Dois telescópios da NASA que seguiram a abordagem do cometa ao sol foram chamados de SOHO, para Observatório Solar e Heliosférico e SDO, o Solar Dynamics Observatory.

SOHO tem uma moeda de metal que bloqueia a luz direta do sol, de modo que a coroa de fontes de campo magnético podem ser vistas espirrando fora do sol. O Comet ISON era visível em imagens de vermelho e azul do SOHO quando se aproximava do sol, com uma longa cauda.

Mas à medida que se aproximava de seu ponto mais próximo do sol às 1:48 pm ET, o ponto de meia milha do cometa desapareceu e a cauda milhares de quilômetros de diâmetro se tornou mais confuso. Isso sugeriu que poderia ter se desintegrado.
Como Ícaro, o cometa ISON parece ter voado perto demais do sol e desintegrado em sua coroa.

Os cientistas esperavam que o cometa dos confins do sistema solar seria capaz de estilingar em torno do sol nesta quinta-feira e sair ileso com uma cauda visível a olho nu no próximo mês.

Mas tudo mudou depois que os telescópios da NASA acompanharam o cometa mergulhando na corona do sol e depois nenhuma evidência de que emergiu do outro lado. Os cientistas disseram que iriam continuar a analisar as imagens dos telescópios para sinais do cometa ou detritos.

"Neste momento, eu suspeito que o cometa se desintegrou e e morreu", diz Karl Battams, um cientista de cometas para o Laboratório de Pesquisa Naval, que se juntou a NASA e Google + bate-papo de Kitt Peak, no Arizona. "Vamos pelo menos dar-lhe um par de mais horas antes de começar a escrever o obituário."

Mesmo que o cometa tenha se desintegrado, ele ofereceu uma oportunidade muito rara de ver como um dos objetos mais antigos do sistema solar interage com o campo magnético do sol.

O cometa se originou na Nuvem de Oort, a meio caminho região do sol para a estrela próximo mais próximo. Os cientistas dizem que cometa ISON teria sido empurrado pela força da gravidade de outras estrelas em seu mergulho 5 milhões de anos para o sol.

Mas, enquanto os cientistas têm rastreado outros cometas da Nuvem de Oort, Battams disse este foi o primeiro a ser gravado e em astronomia de tão longe que passou tão perto do sol, passando o sol a uma distância de cerca de 1 milhão milhas.

"Este é um evento espetacular raro", disse Battams. "Nós não temos idéia de quando vamos ver algo tão incrível novamente."

A razão pela qual os cientistas estudam os cometas é descobrir o que eles contêm porque nasceram junto com o sistema solar há 4,5 bilhões de anos atrás. Quando os cometas passam perto o suficiente do sol, o seu gelo se derrete e poeira emite sinais que descrevem sua composição.

Mesmo que cometa ISON tenha evaporado e se partiu perto do sol, o seu comportamento no campo magnético do sol vai ajudar os cientistas a entender mais sobre os cometas e do sol.

"Isso nos dá a oportunidade de ver e estudar estes campos magnéticos de uma forma que normalmente não poderiamos fazer", disse Alex Young, um físico solar no Goddard Space Flight Center da NASA. "A natureza está nos dando esta oportunidade única de estudar estes campos magnéticos."

ISON, pronunciado ice-on, se for International Scientific Optical Network. Ele foi descoberto em setembro de 2012 por astrônomos amadores na Rússia.

"Nós não estamos realmente vendo a cabeça do cometa, " Phil Plait , astrônomo e autor que escreve para o blog Bad Astronomy do Slate , disse de uma imagem SOHO tomada em 12:24 " Isso para mim parece que o núcleo se separou . "

SDO , que mostrou o sol em luz ultravioleta como um mármore amarelo fumegante , vislumbrou cometa ISON em sua corrida em direção ao sol. Mas, como SDO foi deslocado para assistir ao cometa reaparecer no outro lado , ISON não apareceu .

Isso foi intrigante porque Dean Pesnell , um físico solar e cientista do projeto para SDO , disse ainda que o cometa se desintegrou e seus restos deve ter sido visível no campo magnético por 45 minutos.

"Eu gostaria de saber o que aconteceu com a nossa meia-milha de material que estava acontecendo ao redor do sol ", disse Pesnell do cometa. "Nós devemos ser capazes de ver alguma coisa. "

Os cientistas disseram que iriam continuar a rever as imagens de 11 telescópios de todo o mundo que acompanhavam o cometa , para saber o que aconteceu com ele e aprender mais sobre o sol.

"Eu não estou muito esperançoso neste momento ", disse Plait do cometa ISON .

ISON: "O COMETA DO NATAL" ATINGE PONTO MÁXIMO DE APROXIMAÇÃO DO SOL

Cientistas estão na expectativa se ele resistirá ao calor solar. Depois de chegar perto do Sol, cometa poderá ser o mais claro desde o Hale-Bopp
O cometa Ison poderá brilhar tão intensamente quanto a Lua Cheia
quando passar no ponto mais próximo ao Sol de sua trajetória
Foto: NASA, ESA, Hubble Heritage Team / Divulgação
Os astrônomos esperam ansiosos pelo acontecimento celeste do ano: nesta quinta-feira, às 16h40 (horário de Brasília), o cometa Ison atinge o periélio, o ponto de sua trajetória mais próximo do Sol, a apenas 1,2 milhão de quilômetros. Essa distância é 125 vezes menor do que a entre a Terra e o astro.

O cometa terá que resistir a uma temperatura de quase 3 mil graus centígrados. Embora ele se desloque a uma velocidade de mais de 1 milhão de quilômetros por hora, no espaço reina o vácuo, portanto não haverá nenhum vento para refrescá-lo.
Nas horas antes e depois dessa passagem próxima, o Ison reluzirá tão forte que, mesmo no azul do céu diurno, ele poderá ser visto bem ao lado do Sol. Seja como for, alguns satélites que monitoram as imediações do centro do sistema solar estão de olho no Ison.

Segundo uma antiga norma entre astrônomos, os novos cometas recebem o nome de seus descobridores. Assim, "Ison" é acrônimo de International Scientific Optical Network, a rede internacional de telescópios a partir de cuja estação em Kislovodsk, Rússia, ele foi avistado, em setembro de 2012.

Mensageiro da geladeira cósmica
O Ison tem um diâmetro de cinco quilômetros, sendo composto principalmente de gelo, gases congelados e poeira. Por isso, os astrônomos costumam apelidar os cometas de "bolas de neve suja". Eles são os resquícios do processo de nascimento do sistema solar, há mais de 4 bilhões de anos – ou seja, as migalhas que sobraram quando o Sol, a Terra e os outros planetas se formaram.

Muito além da órbita do planeta mais extremo, Netuno, incontáveis desses blocos de gelo vagam em torno do Sol. Nessas regiões, o Sol não passa de um ponto claro como a lua cheia, e a temperatura é inferior a 200 graus negativos. De vez em quando, um cometa se extravia, penetrando no sistema solar interno (anterior ao cinturão de asteroides).

O Ison vai passar próximo ao Sol pela primeira vez nesta semana, e os cientistas estão entusiasmados pela possibilidade de observar material totalmente não contaminado, da época da formação do sistema solar.

Comportamento imprevisível
O calor do Sol vai praticamente "fritar" o cometa, causando a evaporação de muito gelo, que, por sua vez, arrastará grande quantidade de poeira. Gás e poeira formam a cauda do cometa, que se estende por milhões de quilômetros no cosmos.

Em meados de novembro, o Ison ficou subitamente mais claro. Provavelmente alguns fragmentos do seu núcleo se soltaram, liberando, assim, mais gás e poeira. O cientista Hermann Böhnhardt, do Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar, em Katlenburg, na Baixa Saxônia, observou detalhadamente o Ison com um telescópio do Observatório Wendelstein, da Universidade de Munique. Ele descobriu duas estruturas em forma de asas na parte gasosa do cometa.

"Essas estruturas aparecem, tipicamente, depois que fragmentos isolados se desprendem do núcleo", relata. Mas, para os astrônomos amadores temerosos que o Ison se desintegrasse antes do grande espetáculo, Böhnhardt tem uma notícia tranquilizadora: "Nossos cálculos indicam que apenas um pedaço se desprendeu ou, no máximo, uns poucos destroços."
Precauções ao observar o cometa
No entanto, é muito difícil prever o comportamento exato dos cometas. Os pesquisadores acreditam que o Ison decerto perderá muito material ao passar próximo ao Sol, mas não vai se desintegrar. Afinal, outros cometas já passaram extremamente perto dele. Em março de 1843, o famoso Grande Cometa, que pôde ser visto à luz do dia, esteve a apenas 140 mil quilômetros do astro.

Quem observar o Ison no dia 28 de novembro deve tomar algumas precauções. O uso de binóculos é totalmente vedado, já que apenas uma rápida olhada em direção ao Sol pode causar cegueira total. A maneira mais segura de observá-lo é a olho nu, e ajuda cobrir o Sol com um pedaço de papelão ou algo semelhante, mantendo o braço esticado. O cometa só será visível se o céu estiver perfeitamente azul, sem nebulosidade.

Caso o Ison sobreviva ao calor solar, ele poderá ser visto na Europa novamente no início de dezembro: primeiramente no leste, pouco antes do nascer do sol; e a partir de meados do mês no firmamento noturno, a noroeste. Com sorte, ele será o cometa mais brilhante observado no Hemisfério Norte, desde o Hale-Bopp, em 1997.

No Brasil, o brilho do Ison já era observado no céu noturno, e, depois de passar perto do Sol, ele voltará a ficar visível a partir do dia 13 de dezembro, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. O melhor momento para observá-lo é a partir das 4h.

E quanto mais próximo do Sol, mais longe da Terra: no dia 27 de dezembro o cometa estará a uma distância de 64 milhões de quilômetros do nosso planeta.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Não perca a passagem do cometa Ison, que já pode ser visto a olho nu

Na semana que vem, o cometa vai atingir o ponto mais próximo do Sol. Se passar pela estrela sem se desintegrar, seu brilho ficará mais intenso
Imagem capturada pela Nasa mostra o cometa ISON
brilhando com um rastro verde - Nasa
Depois de muita espera, o cometa Ison já pode ser observado sem a ajuda de equipamentos. No dia 13 deste mês, o cometa atingiu um brilho dez vezes mais intenso e, com isso, chegou ao limite mínimo para ser visível a olho nu, ainda que com pouca nitidez. Na próxima semana, o Ison deve atingir seu ponto máximo de proximidade com o Sol. Se passar pela estrela sem se desintegrar, apresentará um brilho mais forte – mas ainda abaixo da expectativa gerada na época de sua descoberta.
O Ison foi visto pela primeira vez no ano passado, por dois astrônomos amadores na Rússia. À época, os cientistas cogitaram tratar-se do cometa mais brilhante já registrado, visível até à luz do dia. "O Ison foi descoberto a uma distância grande e já tinha um brilho relativamente forte, o que levou os especialistas a acreditar que ficaria muito brilhante quando se aproximasse do Sol", explica Enos Picazzio, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo.

Com o passar dos meses, o cometa não apresentou a evolução esperada. Em julho deste ano, um estudo feito na Colômbia já afirmava que o Ison não seria o mais brilhante. Ignacio Ferrin, astrônomo e especialista em cometas da Universidade de Antioquia, declarou que o brilho está estável desde janeiro.
Previsões – O futuro do Ison ainda é incerto. Ele pode simplesmente se desintegrar a qualquer instante de sua trajetória. Caso sobreviva até a aproximação máxima com o Sol, prevista para o dia 28 de novembro, existe o risco de que o calor intenso e a força gravitacional façam o cometa se fragmentar – e desaparecer. Em uma hipótese mais otimista, ele pode passar ileso perto do Sol e ganhar um brilho ainda mais intenso.

Segundo os especialistas ouvidos pelo site, ainda não é possível dizer qual dessas hipóteses tem mais chances de se concretizar. "Alguns cometas já passaram mais longe do Sol do que o Ison deve passar e não sobreviveram, enquanto outros, mais próximos, sobreviveram", afirma Picazzio.

Para Gustavo Rojas, astrofísico da Universidade Federal de São Carlos, ainda que sobreviva à passagem pelo Sol, o Ison não deve ficar entre os cometas mais brilhantes já observados. "A evolução do brilho do cometa até agora não atendeu as expectativas projetadas inicialmente", diz Rojas.

Formação – Os cometas se tornam mais brilhantes depois da aproximação com o Sol porque o calor intenso transforma o gelo de sua composição em vapor de água de forma mais rápida. O cometa continua se movimentando, e esse material que fica para trás, ao refletir a luz do Sol, contribui para aumentar seu brilho e a extensão da cauda.

Esta é a primeira vez que a passagem desse cometa pelo Sistema Solar é registrada, e as estimativas são de que ele demore 1,2 milhão de anos para dar a volta completa. A órbita calculada do Ison indica que ele provém da nuvem de Oort, uma espécie de redoma com trilhões de rochas a quase um ano-luz do Sol. É de lá que costumam vir os cometas de longo período, que demoram mais de 200 anos para percorrer seu trajeto de ida e volta ao Sol.

Dicas para observar o cometa

• Quando procurar? O melhor momento para ver o Ison nessa semana é logo antes do nascer do Sol, entre 4h30 e 6h da manhã, sempre na direção Leste (nascente)
• Como? Locais com pouca iluminação são mais indicados. Binóculos, lunetas e telescópios facilitam a visualização, mas é preciso ter cuidado para jamais olhar diretamente para o Sol através desses instrumentos
• O que esperar ver? A olho nu, o Ison parece uma estrela borrada, em tom esverdeado. Com instrumentos amadores ele ganha um pouco de definição, mas ainda assim não é possível ver a cauda
• Até quando? Como o Ison está cada vez mais perto do Sol, quando ele aparece o céu já está clareando, de modo que ele fica visível apenas por um curto intervalo de tempo. Após o próximo fim de semana, a visualização deve ficar mais difícil. A partir do dia 27, quando o Ison chega ao ponto mais próximo do Sol, não será possível vê-lo. Se ele sobreviver à aproximação, deve voltar a ficar visível no início de dezembro, principalmente no Norte e Nordeste do Brasil. A partir de janeiro, a observação do cometa deve ficar restrita ao Hemisfério Norte


sábado, 16 de novembro de 2013

Cometa ISON: No fim não foi tudo aquilo que os cientistas esperavam

Muito se falou a respeito do cometa ISON desde a sua descoberta no ano passado. Alguns astrônomos chegaram a classificá-lo como o “cometa do século”, com projeções de que brilharia tanto a ponto de ser visível a olho nu, em plena luz do dia. Não foi bem assim. Conforme o astro foi se aproximando do sol, constatou-se que seu potencial de visibilidade não era tão grande quanto se esperava. Especula-se inclusive se o cometa sobreviverá a seu periélio, o ponto da órbita em que passa mais próximo ao sol.

Para se ter uma ideia da proximidade que ele passará da nossa estrela, a distância será de 1,2 milhão de quilômetros da superfície solar – em termos astronômicos, isso significa praticamente nada. É 1% da distância da Terra ao sol. Mercúrio, o planeta mais próximo da estrela, chega, no máximo, a 46 milhões de quilômetros dela.

Quanto mais o ISON vai chegando perto do sol, maior fica seu brilho, pois o calor faz com que os gases e poeira se desprendam do corpo do astro, formando a cauda. A noite desta sexta-feira, 15 de novembro, é a melhor oportunidade de observação do cometa. Ele fica visível a partir das 4h30 até às 5h20, mas o melhor horário é por volta das 5h.

No entanto, não é garantido que você consiga encontrar o cometa no céu. De acordo com o astrônomo Júlio Lobo, do Observatório Municipal de Campinas, as condições não estão muito favoráveis nestes dias, apesar de serem a última chance de visualização. Para ele, a última janela é nesta madrugada. “A luminosidade da lua e a proximidade com a linha do horizonte, em torno de 10 a 15 graus, prejudicam muito”, diz.

Se ainda assim você quiser aproveitar o feriado e tentar localizar o viajante no céu, aqui vão algumas dicas:

- Compre um binóculo 10x50 – a olho nu será impossível encontrar o ISON

- Baixe aplicativos de astronomia que mapeiem o céu noturno. O GoSkyWatch é uma boa opção para dispositivos iOS, e o Droid Sky View para Android. Sem eles, será muito difícil encontrar a região do céu em que o cometa passará

- Vá para algum lugar distante de grandes centros urbanos – a poluição luminosa nos impede de ver astros com brilho mais fraco

- Por volta das 5h, olhe para a direção leste e procure a estrela Spica, a mais brilhante da constelação de Virgem. Ela estará bem perto da linha do horizonte, pouco acima de Mercúrio. O ISON estará logo acima dela

Este site pode ser útil: ele rastreia o ISON em tempo real. Aqui você encontra alguns mapas com a localização do cometa em cada dia.

domingo, 19 de maio de 2013

C/2012 S1 ISON VIRA A BOLA DA VEZ PARA OS TEÓRICOS DO APOCALIPSE

Como já era de se esperar, não demorou muito para o próximo percursor do Apocalipse surgir depois que nada aconteceu com o fim do tão comentado e explorado assunto "Calendário Maia".
No final do ano, os habitantes do planeta Terra serão agraciados com o espetáculo da passagem do Cometa ISON. No Natal de 2013, a Lua, coitada, perderá parte de sua majestade. Sua imagem poderá ser ofuscada pelo brilho de um novo rival, talvez o cometa mais brilhante já avistado pela civilização. 
Foi descoberto em 2012 por astrônomos russos do observatório ISON, no Cáucaso. E acabou batizado com o mesmo nome. O ISON ainda está longe, além da órbita de Júpiter, mas a partir de outubro poderá ser visto a olho nu. Em 26 de dezembro, atingirá sua maior aproximação da Terra, 63 milhões de quilômetros, um terço da distância daqui ao Sol. Será um evento único. Quem perdê-lo terá de aguardar 10 mil anos até a próxima visita. “Este cometa pode vir a ser tão brilhante quanto a lua cheia”, diz o astrofísico Gustavo Rojas.
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Como comentamos no inicio da matéria, os que vivem de explorar o medo natural do ser humano quando se trata de Profecias, Escrituras Religiosas, Manuscritos perdidos, Canto dos Passáros, etc..já começam a surgir na internet novamente os Teóricos do Apocalipse pregando novamente o Fim do Mundo e desta vez quem vai pagar a conta é o coitado do Cometa ISON.
As teorias partem desde Pastores, Padres, Astrólogos e até mesmo de cientistas. Na área da religião, como não poderia ser diferente, eles encontraram na Bíblia um texto que além da passagem do cometa como o dia do Juízo final com o retorno do salvador, ainda relacionam as atuais explosões solares, terremotos e erupções vulcânicas como sinais previstos pelo livro sagrado.
Claro, que trata-se da mesma técnica utilizada para adaptar eventos trágicos as famosas quadras de Nostradamus, pois da forma em que os textos estão escritos proporciona brechas para que sejam introduzidos pensamentos de acordo com o momento aumentando assim a credibilidade das previsões. 
Para se ter uma ideia do tamanho da imaginação, vamos dar um exemplo de como eles utilizam as Profecias de Nostradamus e São Malaquias, relacionando com  o cometa ISON e assim gerar o medo nos fieis.

Nostradamus
Nostradamus acreditava  ter previsto que o último papa vai “fugir de Roma”, em dezembro, quando haverá “dois sóis” no céu. Tal previsão foi dada com  mais peso com anúncios dos astrônomos relacionadas com o cometa ISON (C/2012 S1).
A órbita do cometa ISON aparece semelhante à do  grande cometa de 1680, também conhecido como cometa Kirch ou Newton. …E ” animou tanto que era visível a olho nu no meio da tarde no início de dezembro ”, de acordo com Bob King, que dá aulas de educação da comunidade de astronomia em um planetário de Minnesota.
O “último papa” foi chamado como tal, porque no  século XII um arcebispo  irlandês , St Malachy, supostamente previu que o último papa será o 112 º papa dos católicos – o sucessor do Papa Bento XVI. Mas como é que alguns historiadores dizem que as profecias de São Malaquias  foram forjadas? Pesquisadores Mike Hebert e Zoltan escreveram sobre teorias que Nostradamus foi quem fez as profecias sobre os papas e o 112° deles . Mas ele teria atribuído isto à lista de São Malaquias por medo de pesquisas.
As profecias de São Malaquias foram provavelmente forjadas, e a conexão entre o último papa e o fim do mundo poderia ser objeto de todas as visões de Nostradamus. Finalmente, o cometa ISON poderia ser o segundo sol que  Nostradamus estava se referindo quando ele supostamente escreveu sobre “dois sóis” no céu. Portanto, tudo uma questão de interpretação e aceitação, afinal isso funcionou muito bem para as religiões nos últimos milênios onde conseguiam controlar e manter fieis seguidores tementes ao inferno descrito por eles.
A turma do Planeta X (NIBIRU) também não deixou passar esta chance e já há vários artigos e videos na internet promovendo a história de que o Cometa ISON é na realidade o planeta errante que irá colidir com nosso planeta acabando de vez com a saga da humanidade no universo. Sim, mas o problema é que alguns pregam a ideia que Nibiru irá colidir enquanto outros dizem que ele vai passar raspando, porém perto necessário para deslocar continentes e nossos pólos magnéticos, enfim uma catástrofe como não poderia ser diferente.
James Mccaney
Para reforçar ainda mais esta Teoria, surge um Físico chamado James M. Mccaney que afirmou que o Cometa ISON não está só, pois segundo ele, o cometa vem acompanhado por outros Sete Objetos, sim, Sete objetos e pior, segundo ele a "NASA estaria encobrindo a Informação", como não poderia se esperar quando algo não é confirmado por outros especialistas. James, apesar de estar só nesta batalha, vem promovendo sua afirmação através de vídeos no youtube deixando menos informados de cabelo em pé.
Portanto, preparem-se, pois nos próximos meses vamos ver o mesmo que vimos quando alguém sugeriu que o Fim do Calendário Maia previa o fim da humanidade, onde o assunto foi explorado inclusive por Hollywood, seguindo para Videos Impactantes no Youtube, criação de seitas, programas de TVs aproveitaram para montar especiais sobre os Maias, Imóveis Anti-Apocalipse foram vendidos a partir de 1 Milhão de dólares, etc..emfim, muita gente ganhou dinheiro com o assunto, e logo em seguida que as previsões foram por terra, já deram inicio a procura de um novo precursor do Apocalipse e conseguiram, agora a unica solução será aguentar o bombardeio diário de bobagens relacionadas ao assunto.

Quanto à possibilidade do cometa ISON anunciar ou ser o responsável pelo fim dos tempos? 
Como diz aquele velho ditado Português : "QUEM VIVER VERÁ"

UFOs Arizona - 02-03-2022