Conforme previsto pelos cientistas, o mundo não acabou nesta sexta-feira (21). Milhões de pessoas do mundo todo esperavam que o mundo realmente fosse acabar por causa da profecia do calendário maia.
Até hoje, a humanidade já tinha passado por diversas datas apocalípticas, como o cometa Halley, em 1910, as previsões de Nostradamus e a virada do milênio em 2000. O rumor atual envolvia a civilização maia.
Porém, desde os primeiros boatos, os cientistas se esforçavam na tentativa de acalmar a população. A Nasa, por exemplo, criou uma página na internet para responder perguntas de pessoas assustadas com o possível fim do mundo, fez conferências e até divulgou vídeos explicativos sobre porquê dia 21 não seria o fim dos tempos.
A Nasa justifica ainda que a civilização pré-colombiana surgiu no México há mais de três mil anos e é conhecida por suas habilidades astronômicas, o que inclui a divisão do calendário em 365 dias e a previsão de eventos como eclipses. Mas os cientistas esclarecem que da mesma forma que o calendário gregoriano chega ao fim no dia 31 de dezembro, não há motivo para pensar que com o calendário maia seria diferente.
Já para os que não entendem o fascínio da humanidade pelo fim do mundo alguns estudiosos importantes explicam. Para o sociólogo Edgar Morin, lidar com a mortalidade é um dos aspectos mais essenciais da existência humana. Por isso, esse é um dos temas que naturalmente mais chama a atenção da humanidade, ainda mais quando há uma data que prenuncia um final próximo.
O físico Marcelo Gleiser justifica em seu livro "O fim da Terra e do Céu: o apocalipse na ciência e na religião" que para aliviar o medo da morte e da dor de perder uma pessoa amada, as religiões transformam o fim da vida humana em um evento que vai além da capacidade de um corpo continuar a funcionar. Resta saber qual será a próxima data apocalíptica.

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