domingo, 21 de dezembro de 2014

Forte explosão solar chama atenção de cientistas e dispara alertas

Nas primeiras horas de sábado, 20 de dezembro, uma explosão solar considerada bastante intensa chamou a atenção dos cientistas que se dedicam a observar e estudar a nossa estrela. Junto com a intensa radiação eletromagnética, houve ejeção de massa coronal para o espaço.
Registro da grande explosão feita pelo coronógrafo do SOHO

Medidas da intensidade da radiação permitiram classificar a explosão como X1.8

A luz viaja a quase 300.000 km/s no vácuo e o Sol encontra-se a aproximadamente 150 milhões de km da Terra. Logo, para vir do Sol até nós, a luz demora Δt que pode ser facilmente obtido por

Δt = ΔS/v = 150 000 000 km / 300 000 k/s = 500 s

Como cada minuto tem 60 s, se tivéssemos 480 s teríamos exatos 8 minutos. Logo, 500 s corresponde a 8 minutos e ainda sobram 20 s.

Concluímos, pelos cálculos acima, que o registro da explosão solar feito aqui na Terra aconteceu 8 minutos e 20 segundos depois do fenômeno ocorrer lá no Sol.

A intensa radiação  na faixa do ultravioleta e dos raios X causou ionização nas camadas mais altas da atmosfera da Terra, provocando blackout nas transmissões de rádio na faixa em torno de 10 MHz por mais de duas horas. A atenuação das ondas de rádio foi bem observada principalmente na Austrália e no Pacífico Sul.
Nos próximos dias partículas ejetadas do Sol devem chegar à Terra provocando o belíssimo fenômeno das auroras.
Explosões solares intensas, da classe X, podem danificar satélites em órbita ao redor da Terra e até mesmo equipamentos eletrônicos na superfície do planeta. Não há até o momento nenhum relato desse tipo de incidente.

Clique aqui e veja vídeo mostrando a intensa explosão feito pelo SOHO – Solar and Heliospheric Observatory (NASA). A foto acima é apenas um frame desse vídeo. Vale observar que o pontinho brilhante que aparece à esquerda do Sol e ligeiramente para baixo é o planeta Mercúrio.

A explosão solar teve origem na região ativa AR2242. Confira aqui a AR2242 bem como outras regiões ativas solares que são grandes agrupamentos de manchas solares em registro do SDO - Solar Dynamics Observatory (NASA).

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